Constança Cordeiro começou por estudar artes mas acabou por seguir Hotelaria. Foi num bar que descobriu a sua vocação e aliou a arte de bem receber com a criatividade.

Fez estágios no Le Cabrera com Diego Cabrera em Madrid e no Cinco Lounge, mas foi em Londres que encontrou o ambiente criativo para crescer na indústria e é a cidade onde vive há mais de três anos.

Paixão, sentido de humor, criatividade, resiliência e simpatia são para si as qualidades que definem um bom Bartender,  e é com base nesta fórmula que espera um dia vir a abrir o seu próprio bar e lançar um Livro.

Constança Cordeiro que trabalha no Peg & Patriot em Londres, contou-nos como é ser uma Bartender Portuguesa na Meca dos Bartenders.

 

Drinks Diary: Porque escolheste a bar scene de Londres para desenvolver a tua carreira?

Escolhi Londres por dois motivos. O primeiro foi que a maior parte das pessoas que vivem aqui gostam de beber cocktails e há uma cultura de bar em que os clientes não só estão abertos a experimentar coisas diferentes e novas mas também vão a bares a maior parte dos

dias a seguir ao trabalho, por outras palavras a procura é alta. O outro motivo foi a questão da oferta. Ou seja há uma grande diversidade de bares de cocktails todos eles diferentes e com produtos distintos. Isso permite contacto com vários estilos e possibilidade de desenvolver diferentes “skill set”.

 

Drinks Diary: Em 2015 foste nomeada por Alastair Burgess como “A face to watch” num artigo para a Cocktail Lovers. O que significou isso para ti?

Foi uma óptima surpresa principalmente por estar no início da minha carreira a trabalhar em bar e também por ter um enorme respeito pelo Ali. Todos gostamos de ser reconhecidos e de sentir que alguém está a apostar em nós mas para mim foi mais um sentimento “live up to the standards” ou seja foi como se fosse o início e decepção dali para a frente não era uma hipótese.

Drinks Diary: Enquanto Bartender entrar em competições é algo que consideras importante?

Sim sem dúvida. Acho muito importante desafiarmo-nos constantemente e sair da zona de conforto, conhecer outras pessoas do meio e ver as suas interpretações dos desafios e aprender com eles e claro competições são sempre uma plataforma para darmo-nos a conhecer profissionalmente no meio e ganhar algum reconhecimento.

Drinks Diary: Quando pensas no futuro, onde queres estar daqui a 10 anos?

Daqui a 10 anos se tudo correr bem estarei a viver em Lisboa a pensar em lançar o meu livro. Já com dois bares abertos .

Drinks Diary: No dia a dia, o que mais gostas de fazer no teu Bar?

Falar com pessoas, conhecer o casal que acabou de se mudar e vive agora na a 10 minutos a pé do bar, o Nick e a Lin que Mais tarde se tornam meus amigos e me dão conselhos de o que fazer na Noruega. Isto é o que mais gosto.

Drinks Diary: O que será para ti o grande trend de 2017 na indústria de bar?

Eu acho que cada vez mais a procura de algo natural , local e interessante de pouco conteúdo alcoólico. Cervejas artesanais, ” orange wine”, fermentados de frutos silvestres da época , etc. Por três palavras : Local , Natural ,Bom.

Drinks Diary: Como é ser uma Portuguesa em Londres, sentes-te em casa?

Sim, ao fim de três anos posso dizer que me sinto em casa, tenho a sorte de ter duas mãos cheias de bons amigos, uma equipa fantástica e um estilo de vida que vai de encontro com os meus valores e ideais.

 

*Fotografia de Laima Arlauskaite

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