A passagem de ano está mesmo aí e a festa não é festa sem se abrir com estouro uma garrafa de Champagne.  Mas muitas vezes chamamos Champagne a um Espumante ou nem nos damos conta de que afinal o que estamos a beber é um Prosecco.

Quais são afinal as diferentes entre estes três tipos de vinho gasificado que tanto gostamos de associar a comemorações?

O Espumante é um vinho que passa por duas fermentações. Na primeira, que é comum a todos os vinhos, o açúcar das uvas é transformado em álcool. Na fermentação seguinte, fermentos colocados no vinho produzem o gás que se transforma em “bolhinhas”, o CO2.

Esta segunda fermentação pode ser feita de duas formas diferentes. Usando o método Champenoise, que é o método clássico em que a fermentação ocorre dentro da garrafa. É este o método usado pelo Champagne. Ou através do método Charmat, mais rápido que o anterior. A fermentação ocorre em grandes depósitos de inox e só depois o vinho é engarrafado.

Todo o Champagne é espumante, mas nem todo o espumante é Champagne.

Tal como o vinho do Porto só pode ser produzido na região demarcada do Douro, também o Champagne só pode ser produzido na região demarcada de Champagne, no nordeste da França.

A região também produz vinhos tranquilos, mas para produzir Champagne é obrigatório o uso de uvas como o Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier.

O Prosecco é o nome de uma casta italiana. Ao contrário do Champagne, qualquer vinho produzido com esta casta poderia ser chamado de Prosecco, mesmo que produzido fora da Itália.

As regiões de Valdobbiadene e Canegliano, no Vêneto são as regiões produtoras de Prosecco por excelência. Esta situação foi alterada há poucos anos, o governo Italiano decretou a mudança de nome da casta para Glera e o termo Prosecco ficou de uso exclusivo para a região italiana.

Os Proseccos, assim como os Cavas, são elaborados pelo método Charmat.

 

Espumantes Portugueses

 

Por cá podemos encontrar espumantes em quase todas as regiões vitivinícolas, com maior incidência no norte de Portugal. Temos os tradicionais espumantes do Varosa, Lamego e da Bairrada. Quem nunca parou na Mealhada para o famoso leitão da Bairrada acompanhado de espumante?

Mais recentemente também a região dos Vinhos Verdes começou a fazer espumante com as suas castas nobres como o Loureiro ou o Alvarinho.

Nomes como Murganheira, das Beiras ou Raposeira, de Lamego fazem parte do nosso imaginário no que diz respeito a comemorações de fim de ano.

As marcas são muitas, com preços para todas as carteiras e a qualidade reconhecida internacionalmente. Ainda há pouco tempo o Espumante QM Super Reserva 2011 da Quintas de Melgaço, foi incluído na lista dos 50 Melhores Espumantes do Mundo do Blog Wine Pleasures.

Não há razão para não brindar ao ano novo com Espumante Português, mas se for supersticioso e achar que a celebração tem de ser feita com Champagne a sério, estão disponíveis no mercado português várias marcas, basta passar por uma garrafeira e escolher.

Não nos devemos esquecer que o melhor copo para beber um vinho espumante é o Flute, pois foi desenhado com o propósito de preservar o gás na bebida por mais tempo e que a temperatura ideal de serviço é entre os 6º e os 8º.

Boas festas!

 

 

 

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