A Black Pepper & Basil foi o local escolhido pela Garcias para organizar a sua primeira Masterclass em Lisboa.

Segundo Filipa Garcia, Diretora de Marketing, Comunicação & Novos Negócios da Garcias, esta é uma nova etapa na estratégia de comunicação da empresa, que promoveu a primeira Masterclass na sua base do Algarve já este ano e que tem outras programadas.

Com um portfólio onde cabem mais de 7500 produtos e representante em regime de exclusividade de marcas conhecidas do grande público, assim como de uma série de outras marcas premium, a Garcias trouxe para a apresentação de ontem, Maxim Boiko International Development Manager do Rum Barceló.

A sala da Black Pepper & Basil acolheu cerca de 30 pessoas, maioritariamente profissionais da área para aprender mais sobre o Rum e provar as referências que a Garcias tem disponíveis no mercado nacional.

Este tipo de masterclasses são momentos de promoção dos produtos, mas acabam também por ser oportunidades de aprender mais sobre a história, origens e especificidades regionais de cada bebida.

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Maxim Boiko para além de guiar a audiência pela história do aparecimento do Rum nas Caraíbas elucidou-nos sobre as especificidades do Rum produzido na República Dominicana.

Percebemos que um Rum para ter o selo de origem da República Dominicana tem de no mínimo envelhecer em barricas um minímo de 12 meses e que a base do Rum, a cana de açúcar, tem de ser produzida a 100% no país. Outras das especificidades é que na República Dominicana está proibido o uso do sistema Solera, o que para os produtores representa um problema, pois as perdas para o chamado “Angel Share” são avultadas num clima tropical húmido.

Maxim Boiko frisou que as perdas para o Angel Share são um problema que encarece muito a produção de Rum, num barril em que se envelhece Rum durante 10 anos, a perda pode ultrapassar os 60%.

Estas especificidades aliadas a uma politica tributária muito alta, faz com que apenas existam três marcas presentes no mercado cujo o produto ostenta o rótulo Rum da República Dominicana: Barceló, Brugal e Bermudez.

De volta ao Rum Barceló, tem a especificidade de ser produzido a partir da fermentação do sumo da cana de açúcar e não do melaço, tendo um processo de fabrico que se aproxima mais do chamado Rum Agrícola ou da cachaça. Na destilaria, localizada em Santo Domingo, destilam-se cerca de 50 mil litros por dia através do método de destilação contínua.

Foi interessante perceber que a Barceló é uma empresa com consciência ambiental, comprometida com a população que o rodeia, não só toda a cana de açúcar é colhida à mão, como a unidade industrial produz energia elétrica para si e para várias terras á sua volta através do aproveitamento dos resíduos de cana de açúcar que sobram da produção do Rum.

O Rum que sai da destilação com um teor alcoólico de 96% vai despois buscar o seu perfil aromático ao processo de envelhecimento, feito em barris de carvalho americano anteriormente usados para envelhecer Bourbon.

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Para prova Maxim Boiko trouxe várias referências: Barceló Branco, Anejo, Grand Anejo, Imperial e o Imperial Premium Blend.

De salientar que o Rum Imperial, envelhecido em média 10 anos, foi lançado em 1982 e em 1999 tornou-se no primeiro Rum a entrar na Elite Spirits, equiparando-se aos melhores whiskies e conhaques ao atingir a pontuação de 95 pontos atribuídos em Blind Tasting pela Chicago Beverage Testing Institute.

O Rum outrora bebida de piratas, de qualidade duvidosa é hoje um produto versátil e no qual podemos percecionar valor.

Para beber simples, com gelo ou num cocktail, Rum é hoje uma boa opção.

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