A Espumantaria do Cais recebeu, na passada sexta-feira a Masterclass de Gold Grail Gin. Rui Pinho, Master Distiller deste gin, veio a Lisboa explicar como criou o Gold Grail Gin e perante uma plateia de profissionais do sector dessecou os seus métodos e contou a história por detrás da sua criação.

As primeiras 100 garrafas numeradas e assinadas por Rui Pinho foram produzidas no dia 8 de agosto de 2015.

Produzido a partir de um álcool neutro com 96% de volume feito de uma base de trigo e arroz a que depois se adiciona água para o baixar a 50%, o Gold Grail Gin é destilado com 13 botânicos, entre eles o zimbro, coentros, amêndoa, haba tonka, sementes de goji, cravinho da índia, pimenta rosa, cardamomo, limão, salicórnia e flor de carqueja.

Após terminar a licenciatura Rui Pinho, natural de Arouca e a viver em Aveiro,  passou um ano em Paris onde aprendeu vários métodos de destilação, inclusive alguns que se assemelham às técnicas da perfumaria, onde se faz a retenção de óleos essenciais.

Estes conhecimentos são a base das suas opções em relação à produção do gin. Optou pelo uso de uma menor quantidade de botânicos por litro na destilação, mas expôs o liquido a um maior período de maceração, cerca de 72horas.

Para se fazer a comparação podemos afirmar que usualmente os gins usam entre 18g a 42 g de botânicos por litro, sendo que em muitos os 18g podem ser apenas de zimbro, é o caso dos Londron Dry Gin onde se pretende que as notas de zimbro sejam as notas predominantes. No que toca aos períodos de maceração a maior parte dos gins fica-se pelas 24 horas como é o caso de marcas como a Beefeater ou a Hendrick’s.

Espumantaria do Cais © Drinks Diary

No processo usado por Rui Pinho, são apenas adicionados 4/5 dos botânicos ao álcool (50%VOL) para a maceração de 72horas, período após o qual é feita a coagem. A seguir o liquido entra num pequeno alambique de cobre de 80 litros. O 1/5 dos botânicos que ficou de fora é então adicionado a uma rede suspensa dentro do alambique. Desta forma apenas o vapor do destilado tem contacto com estes botânicos.

O resultado é um gin com 42% de álcool com um toque salgado resultado do uso da Salicórnia, mas ao qual a Flor de Carqueja acrescenta o doce que lhe trás equilíbrio.

Rui Pinho procurava um resultado mais “smooth e mais premium” e dai a sua opção técnica.

A Masterclass seguiu com a prova. Primeiro seca e depois com água para abrir os sabores e aromas.

Para finalizar provou-se o Gold Grail Gin com água tónica, tomate bebé e manjericão.

Flávio Narciso, Bartender no Lapa Palace, elaborou um cocktail onde fez sobressair o lado salgado da salicórnia.

Rui Pinho afirmou que a vontade é de alargar a produção até ás 5000 garrafas até ao final do ano e apostar na internacionalização, começando pelo Luxemburgo e Paris onde o gin estará disponível ainda este mês, a que se segue Nova Jérsia nos E.U.A.

Gold Grail Gin © Drinks Diary

Em Portugal o Gold Grail Gin é distribuído pela Fusion Trends, de notar que foi engarrafado numa garrafa de 500ml produzida na Marinha Grande e que a rolha de cortiça que foi tratada de maneira a não passar qualquer tipo de cor ou sabor para o Gin. Este é portanto um gin 100% português. PVP recomendado 29.89€

 

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