A Margarita é o mais reconhecido cocktail com base de tequila em todo o mundo. A simplicidade da sua receita que conta com três ingredientes apenas e o famoso rebordo de sal na taça martini que sobreviveu às décadas e chegou aos dias hoje transformaram-no num cocktail icónico, intemporal e servido em qualquer lugar do mundo, seja num dos 50 World Best Bars ou num qualquer bar de rua perdido em países longínquos.

Tequila, Triple Sec e sumo de lima. A receita é tão simples como eficaz, e claro, como qualquer cocktail clássico que se preze, as histórias sobre a sua autoria são diversas.

A Margarita pode ser considerada um cocktail da família dos sours, uma espécie de Tequila Sour. A história conta várias versões do seu aparecimento, mas todas elas o localizam  entre o México e os Estados Unidos.

A primeira publicação da receita da Margarita conhecida é da edição de dezembro de 1953 da revista americana Esquire, mas esta já havia sido mencionada no livro de 1930 My News Cocktail Book de G.F. Steele. Neste livro a receita aparece sem mencionar nome nem autor, o mesmo acontece com a edição de 1936 do Syracuse Herald que menciona apenas uma bebida com base de Tequila a que chamou Tequila Daisy, sendo que Daisy significa margarida em inglês.

Uma das versões conta que Daniel Negrete criou o cocktail para a sua namorada Margarita que gostava de colocar sal nas suas bebidas. Negrete trabalhava no Garci Crespo Hotel in Puebla no México e isto terá se passado em 1936. É interessante o facto de que Negrete havia trabalhado no Agua Cliente Race Track onde a aspirante a bailarina, Margarita Casino atuava frequentemente. Anos mais tarde a starlet havia de se tornar na icónica Rita Hayworth.

Outra versão da história alega que Vern Underwood, um distribuidor da Tequila José Cuervo, provou pela primeira vez uma Margarita no México e pediu a Johnnie Durlesser Bartender no restaurante The Tail of the Cock em Los Angeles para a recriar. No anos 40 do século passado Underwood investiu até em páginas de publicidade em várias revistas onde ele aparecia com a frase: “Margarita, more than a girl´s name.”

Estas publicações são um forma de desacreditar a história de Magarita Sames, uma socialite de Dallas que alega ter inventado a Margarita em 1948 numa das muitas festas que organizava em Acapulco. Um dos seus convidados era Nicky Hilton, dono da cadeia de hotéis Hilton onde o cocktail começou a estar listado nos menus.

Em 1992, o obituário de Carlos “Danny” Herrera reclama a autoria do cocktail. Herrera abrira com a sua mulher o Rancho La Gloria em Tijuana no ano de 1935. A família afirma que este criou a Margarita em 1938 para uma cliente, uma Show Girl de seu nome Marjorie King que aparentemente só bebida Tequila.

Sara Morales, especialista em História mexicana afirma que a Margarita foi criada em 1930 por Dõna Bertha, dona do Bertha´s Bar em Taxco. Esta terá sido a segunda criação da Dõna Bertha e é uma versão que é parcialmente apoiada pelo livro The Gentleman´s Companion.

Há quem alegue que a Margarita não se chama assim em honra de nenhuma mulher e que simplesmente é um twist num outro cocktail. O Daisy, mais uma vez Margarida em inglês, era bastante popular durante a Prohibition e o que o diferencia da Margarita é o espirituoso base. O Daisy leva Brandy em vez de Tequila. O certo é que o Daisy perdeu-se nos tempos e a Margarita é uma das bebidas mais populares nos Estado Unidos.

O folclore à volta da criação da receita é grande e a informação é dispersa. Sabemos que tem um toque mexicano mas uma alma americana, sabemos que circulou entre estrelas de cinema e pelas altas rodas da sociedade americana nos anos 40 e 50.

Seja quem for o autor, estamos gratos pela Margarita!

 

Margarita Step by Step

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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