Bernardo Cavalheiro – CEO Ginja Mariquinhas

Todos nós já ouvimos falar em Ginja de Óbidos pelo menos uma vez na vida. O licor doce de cor avermelhada que se bebe em pequenos copos, ou nos deliciosos copos de chocolate e que por vezes trazem uma ginja consigo.

Mas afinal o que é a Ginja de Óbidos? Uma tradição da região que foi passando de geração em geração? Podemos dizer que é uma bebida que todos faziam em casa misturando os ingredientes mais por hábito do que por conhecimento, cada um nutrindo a sua própria receita e passando-a à geração seguinte. Assim se preservou este licor e a ele se foi colando a imagem da icónica vila de Óbidos, lugar encantado no cimo de um monte na zona oeste de Portugal.

A história da Ginja Mariquinhas também começa assim, com uma receita pensada por Abílio Ferreira de Carvalho numa taberna na pequena aldeia de Sanguinhal, no concelho do Bombarral. A taberna e a mercearia, espaço com cerca de dois séculos continuam abertos, mas a família foi nutrindo a receita ao longos das décadas e percebeu que necessitava de profissionalizar os processos para crescer, e não o fizeram apenas em termos industriais, fizeram-no também nas terras onde plantaram mais de 25 mil pés de ginjeiras, o que os tornou autossuficiente em termos de produção de fruto. Ao trabalhar com fruta produzida nas suas terras, controlam a qualidade do seu produto desde a produção da matéria prima até que sai da sua fábrica e deixaram de estar dependentes das oscilações dos preços no mercado e da necessidade de importar a fruta de outros países como fazem outras marcas.

Este é um pormenor muito importante, porque a famosa Ginja é um Licor que resulta da maceração deste fruto, ao qual se adiciona um álcool não vínico de qualidade, açúcar e água. É um produto natural, e neste caso feito com matéria prima nacional, ginjas que crescem em pomares que se estendem por hectares de terrenos que se dispersam por dois concelhos diferentes, Cadaval e Bombarral. A Licóbidos é o maior produtor nacional deste fruto.

 

Não é Ginja de Óbidos, é Mariquinhas!

Quem não sabe cantarolar a Casa da Mariquinhas de Amália Rodrigues? Faz parte da essência de ser português, o fado e a saudade. Mas a Casa da Mariquinhas é um fado corrido e alegre e transmite essa essência da portugalidade. Bernardo Cavalheiro, CEO da Licóbidos, diz-nos que a ideia era distanciar a marca da Ginja de Óbidos, dar-lhe personalidade. “As pessoas pedem uma Ginja de Óbidos e qualquer marca lhes será servida, queremos que as pessoas peçam uma Mariquinhas”.

A Licóbidos foi fundada em 1992, mas foi em 2011 que deu o salto para as novas instalações e lançou a marca Mariquinhas que tem vindo a crescer consistentemente ao longo dos últimos anos.  A empresa familiar apostou na receita criada há cerca de 70 anos pelo trisavô de Bernardo e continua a produzir o Licor de Ginja de forma artesanal e 100% natural.

A Mariquinhas é um licor com uma imagem fresca, onde predomina a cor vermelha e o coração de filigrana, na sua comunicação aparece muitas vezes uma Pin Up e algum humor. Presente no mercado nacional e em cerca de 17 países, o Licor de Ginja Mariquinhas quer ser mais que uma Ginja de Óbidos, quer ser um Licor do Mundo e está a receber a merecida atenção internacional com prémios conceituados como os 3 Golden Stars no Superior Taste Award Brussels em três anos seguidos, 2014, 2015 e 2016 e o Crystal Taste Award Brussels em 2016.

Também por isso, e porque Bernardo Cavalheiro trouxe uma energia renovada à empresa e à criatividade da juventude, a empresa está atenta às novas tendências do mercado lançando novos produtos, mas também compreendendo as novas formas de consumo de bebidas em Portugal.

Seja uma Ginja Reserva envelhecida em madeira, ou a sugestão de uso em cocktails, a aposta é na inovação. Nasce daí o Maricão, um cocktail simples de preparar em casa, refrescante e com uma linha de comunicação bem humorada com o rosto de Rui Unas, ator bem conhecido na praça nacional.

Lima, hortelã, Ginja Mariquinhas, gelo e água tónica promete ser a bebida deste verão!

Como se faz o Licor de Ginja?

O fruto é apanhado entre junho e julho quando estão maduros, grande parte da apanha é mecanizada, mas ainda assim são precisas mãos humanas para o trabalho minucioso e demorado que é colher o pequeno fruto. Do pomar segue depois para a fábrica onde é colocado em grandes cubas de inox para macerar por um período mínimo de seis meses numa solução hidro alcoólica, juntando ao fruto um álcool neutro a 96%. Este álcool não pode ser vínico pois isso iria dissuadir sabores e aromas indesejáveis ao Licor. À parte é misturado o açúcar com a água, mistura que é aquecida para haver uma maior integração do açúcar com a água e ao qual se chama xarope. Ao resultado da maceração junta-se o xarope para baixar o teor alcoólico, equilibrar a acidez e adoçar o licor, o Licor de Ginja Mariquinhas final tem 18º de teor alcoólico.

Fazer Licor com um fruto e apenas usando produtos naturais faz com que nem sempre o produto seja igual, não tenha sempre a mesma cor e que existam até algumas variações no sabor, é como se se tratasse de enologia, há também a necessidade de fazer lotes e de tentar aproximar o resultado final daquele que é o perfil da Ginja Mariquinhas.

 

 

Duarte Cardeira – Embaixador da Ginja Mariquinhas

 

 

Maricão


60ml Ginja Mariquinhas

1/2 Lima cortada em quartos

3 Folhas de hortelã

Top Up de água tónica

Preparação:

Macerar a lima e a hortelã no fundo do shaker, adicionar a Ginja Mariquinhas, gelo e agitar bem. Verter tudo para o copo e preencher com água tónica.

 

 

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