Tony Conigliaro é um nome maior na Indústria de Bebidas a nível mundial. Sediado em Londres, busca inspiração nas mais variadas áreas, desde a cozinha à ciência, passando pela alquimia e pelo design. Antes de ser Bartender estudava arte e talvez lhe venha daí o apurado sentido estético que podemos ver nas suas criações e também na revista que edita, a Drinks Factory.

Tem três bares em Londres, dá consultoria em muitos outros, já editou dois livros sobre bebidas e viaja pelo mundo a contar a sua experiência. É um italiano reservado, mas apanhámo-lo no Lisbon Bar Show, onde esteve em maio para falar sobre a criação de cocktails, numa masterclass que nos encheu de memórias, com cocktails com sabor a chuva ou a nuvem desenvolvidos na sua Drinks factory, o Laboratório dos sabores.

 

Drinks Diary: Trabalhas na indústria de bebidas já há algum tempo, quais as maiores mudanças que viste acontecer nestes anos?

O profissionalismo passou a ser um lugar comum e a criatividade a norma.

 

Drinks Diary: Tens três bares, todos tem algum espirito italiano? É algo que gostas de nutrir, as tuas raízes italianas?

Penso que os meus bares são mais ingleses e londrinos do que qualquer outra coisa. O Termini é a nossa versão de um bar italiano, uma versão idealizada. Untitled tem um vibe muito Nova Iorquina e o 69 tem uma espécie de film noir retro vibe, mas no fundo todos se resumem a grandes bebidas e a um excelente serviço.

 

Drinks Diary: Olhando para as fotografias dos teus cocktails, posso dizer que são sempre simples, sem grandes decorações. Para ti nesse aspeto, menos é mais?

É apenas uma questão de comunicar melhor e de uma maneira mais simples, em vez de complicar… mantendo uma economia de informações que permita ao cliente fazer as suas escolhas.

 

Drinks Diary:  Abrir bares, criar menus, viajar à volta do mundo, ser Bartender é um trabalho muito diversificado nos dias de hoje. O que é para ti a alma do teu trabalho?

Fazer os meus clientes felizes, educar e continuar a aprender.

 

Drinks Diary: Qual é o segredo para prestar um bom serviço?

Sorrir.


“Fazer os meus clientes felizes, educar e continuar a aprender”


 

Drinks Diary: Qual é a diferença entre um Bartender e um Mixologista?

Não devia de existir essas definições, deves ser ambos e tudo em seu redor.

 

Drinks Diary: Começaste a trabalhar enquanto Bartender enquanto estudavas arte. Como é que as duas coisas se encontraram?

Facilmente, uma ensina-te a ser criativo, a outra é criativa de várias maneiras, não apenas numa.

 

Drinks Diary: Sentes que que fazes arte quando preparas cocktails?

É um ofício, apenas o cliente pode defini-lo para lá disso.

 

Drinks Diary: O teu livro e a revista são formas de exprimir as duas paixões?

São outra forma de contar uma história.

 

Drinks Diary: Quais são as bebidas mais populares no teu bar?

Negroni Spritzs no Termini, depende do que funciona em cada bar, mas são maioritariamente bebidas do menu.

 

Drinks Diary: Que garrafa levarias para uma ilha deserta?

Rhum JM.

 

Drinks Diary: O que que podemos considerar trendy em Londres neste momento?

Londres!

 

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