Podíamos olhar para os Xaropes do Quiosque de Refresco® e para os Licores Botica®  e falar da forma artesanal como são feitos ou na escolha das matérias-primas. Podíamos descrever a ficha técnica, ou quem sabe, falar das gentes que habitam uma aldeia do interior onde crescem os limões que dão origem ao Xarope de Limão. Mas todas essas informações são fáceis de encontrar. Quando nos sentámos com Daniel Roldão, num fim de tarde morno de início de primavera, queríamos olhar para os seus produtos a partir das ideias. Das ideias de quem os criou e de um percurso com mais de uma década, desde o dia em que criou a Sabores de Santa até que chegou aos Xaropes Quiosque de Refresco e aos Licores Botica.

 

Daniel é o artesão dos sabores destas duas marcas, é ele que as tem levado até aos Bartenders nacionais, dando-os a provar e posicionando-os como produtos nacionais de qualidade e com grande potencial para ser usado na coquetelaria. Daniel Roldão explica-nos porquê: “Os licores Botica são mais do que uma base de álcool ao qual juntámos meia dúzia de aromas para fazer um sortido. São sabores particulares e cada um com a capacidade de promover sensações diferentes ao nível do impacto inicial, no final de boca e no nariz.”

Antes de ser uma casa que produzia licores, a Sabores de Santa Clara já se dedicava-se a produzir os rebuçados de Portalegre, um doce conventual e tradicional da cidade. Em 2009, em parceria com o Quiosque de Refresco, um projecto desenvolvido pela Catarina Portas que promoveu a recuperação de quiosques históricos na cidade de Lisboa e de refrescos tradicionais portugueses, lançou os xaropes de Groselha e Capilé a partir das receitas originais. Mais tarde, juntaram-se os sabores Tangerina, Chá Verde (Gorreana®), Erva Príncipe, Tomilho-Limão e Limão.

A criação de novos produtos e o explorar de ingredientes nacionais estão no ADN da empresa, assim como fazê-lo da forma mais cuidada possível. “Comparativamente, a Sabores de Santa Clara parece-se mais com uma alfaiataria do que a um pronto-a-vestir, fazemos o fato à medida.”  sublinha Daniel, que reforça a ideia de que na elaboração destas receitas foi tida especial atenção ao produto, mas também ao feedback que o longo do tempo foram recebendo. “Estamos sempre em processo de melhoria, se há coisas que achamos que estão bem conseguidas, há outras que de alguma forma podem melhorar e fazemo-lo.”

Nos Licores Botica são nove os sabores disponíveis e a paleta de sabores é diversa, passa pela singular maçã Bravo Esmolfe, pela castanha assada (uma variedade Nacional, DOP de Marvão) ou pela Tangerina e Pinhão. “Foi giro ver que isso foi identificado por quem provou. Não procuramos opiniões unânimes, mas sim que cada um possa escolher o seu sabor. Essa é que é a graça.”

Essa diversidade é também uma mais-valia no que toca a criar receitas de cocktail. “Embora tenha pena que o hábito de beber Licor se tenha perdido, normalmente um Licor bebia-se para assinalar um momento, uma celebração. Bebia-se por si.” Daniel reconhece que a coquetelaria é neste momento o mundo onde os Licores Botica mais potencial têm.

No momento em que há tanta oferta, o mercado é tão vasto e cada vez é mais difícil encontrar uma diferenciação para os produtos, Daniel Roldão cria uma proposta que está para lá do sabor ou da qualidade. O trabalho que desenvolve na sua unidade fabril em Portalegre é uma proposta de valores. O trabalho “sustenta-se na solidariedade entre as pessoas, num objetivo e num apreço conjunto por valores. Onde a criatividade é um valor, o gosto é um valor, e onde o orgulho é também um valor. Se produzimos uma ginja e temos um ginjal, somos nós que a colhemos e não o dizemos por folclore. Dá muito trabalho colher ginja. Fazemos isto porque queremos fazê-la o melhor possível. Este é o brio, toda esta energia é colocada no produto, é este o nosso orgulho. E é essa a energia que queremos passar às pessoas. Uns anos o ginjal dá 700kg, noutros 150kg, mas não se altera a receita, é esse o nosso pressuposto.

A linha de Xaropes e Licores são o resultado desta paixão pela qualidade, pelos métodos de produção e pelos produtos da terra. Daniel conta-nos que nas suas visitas de mala na mão o confrontaram com esta experiência: “Fizeram o mesmo cocktail, usando o nosso Licor e outro Licor com o mesmo sabor, super conhecido, para vermos a diferença. Foi muito giro ouvir a opinião que veio depois. O Botica não tem o impacto na ponta da língua, (que normalmente vem dos aromas artificiais), mas tem a delicadeza e a persistência certa para manter a satisfação até ao final da bebida sem saturar.”

Para além de estarem disponíveis de norte a sul do país, em bares, restaurantes e lojas os Xaropes Quiosque de Refresco e Licores Botica circulam também fora das nossas fronteiras chegando a países como Espanha, França, Alemanha, Bélgica, Dubai ou Reino Unido, locais onde representam os sabores nacionais.

São Portugueses e são produzidos numa região interior, mas não são bons por isso. São bons porque são bem feitos, e não devemos valorizar ainda mais o que é bem feito por cá?

 

 

Para mais informações contacte Daniel Roldão através do email: daniel.roldao@rebucado.com ou através do número de telefone: 245 341 087

www.saboressantaclara.com

 

PARTILHARShare on FacebookTweet about this on Twitter